Como Gerar Um Webshow?

27 Nov 2018 08:02
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<h1>Os Maiores Segredos Para Ganhar Fregu&ecirc;ses</h1>

<p>Al&eacute;m da superf&iacute;cie de imagens fofas e curtidas, a internet cultiva o &oacute;dio. Rede narc&iacute;sica, estimula um novo protagonista: o troll. &Eacute; aquele usu&aacute;rio que provoca e enfurece algumas pessoas, com coment&aacute;rios injustos, ignorantes e, muitas vezes, criminosos. O objetivo do troll &eacute; produzir a ira dos outros internautas — e, se poss&iacute;vel, receber qualquer dinheiro de modo f&aacute;cil. Os trolls se alimentam da aten&ccedil;&atilde;o que atraem e se valem de cada coisa para tal.</p>

<p>Talvez, assim sendo, esta reportagem possa n&atilde;o ser uma bacana ideia, exceto pelo fato de que devemos discursar sobre isto esse novo Kevin. &Eacute; um monstrinho digital &agrave; moda do protagonista da escritora americana Lionel Shriver. O Kevin, de Shriver, &eacute; aquela menina mimada que aprende que a dureza &eacute; um m&eacute;todo aceit&aacute;vel e f&aacute;cil pra obter o que quer. O Kevin digital o emula nas m&iacute;dias sociais e, principalmente, em f&oacute;runs privados de conversa. A internet nasceu como p&aacute;tria do livre curso de dicas. Se voc&ecirc; n&atilde;o sabe como enrolar o cabo do fone de ouvido para que caiba na caixinha original, uma pessoa na internet explica. Se quer encontrar qual a explica&ccedil;&atilde;o pra tomar cloreto de magn&eacute;sio, surgir&aacute; quem prometa equil&iacute;brio e vigor a cada colherada. Se voc&ecirc; disser, mas, que est&aacute; sofrendo com a depress&atilde;o, haver&aacute; quem tentar&aacute; incit&aacute;-lo a se matar.</p>

<p>Os psic&oacute;logos definem tal posicionamento como efeito de desinibi&ccedil;&atilde;o on-line, no qual fatores como anonimato, invisibilidade, solid&atilde;o e falta de autoridade diminuem os costumes que a comunidade criou milenarmente. A come&ccedil;ar por telefones smartphones inteligentes, tal desinibi&ccedil;&atilde;o est&aacute; se infiltrando no dia a dia de todos. No mundo digital, troll era a princ&iacute;pio o recurso de pesca em que ladr&otilde;es on-line fazem uso iscas — uma foto fofa ou possibilidade de riqueza — para encontrar v&iacute;timas.</p>

<p>A palavra se origina de um mito escandinavo que vive nas profundezas. Passou a simbolizar tamb&eacute;m os monstros que se escondem pela escurid&atilde;o da rede e amea&ccedil;am as pessoas. Os trolladores da internet t&ecirc;m um tipo de manifesto, em que afirmam que agem para o “lulz”, a zoeira, em uma tradu&ccedil;&atilde;o livre.</p>
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<p>O que os trolls realizam pela pesquisa do “lulz” vai de brincadeiras inteligentes — como os memes da tomada de tr&ecirc;s pinos — a ass&eacute;dio e amea&ccedil;as violentas. Os trolls est&atilde;o transformando as redes sociais e pain&eacute;is de coment&aacute;rios em um gigante recreio de jovens malcriados, repetindo ep&iacute;tetos raciais e mis&oacute;ginos, definiu uma reportagem recente da revista Time.</p>

<p>Uma procura que a publica&ccedil;&atilde;o cita mostrou que sete em cada 10 jovens sofreram um tipo de ass&eacute;dio por interm&eacute;dio da web. Um ter&ccedil;o das mulheres imediatamente se alegou perseguida on-line. Um estudo de 2014 publicado no peri&oacute;dico de psicologia Personality and Individual Differences constatou que 5% dos usu&aacute;rios da web que se identificaram como trolladores obtiveram pontua&ccedil;&atilde;o extremamente alta em tra&ccedil;os obscuros de personalidade: narcisismo, psicopatia, maquiavelismo e, principalmente, sadismo.</p>

<p>E n&atilde;o pense que isso n&atilde;o acontece em sua vizinhan&ccedil;a. Ao atender o telefone, o analista de sistemas Ricardo Wagner Arouxa, de 28 anos, achou que teu pai havia morrido. A caminho do servi&ccedil;o, no bairro carioca da Tijuca, obteve a liga&ccedil;&atilde;o desesperada de tua m&atilde;e. Naquele dia, 27 de dezembro de 2017, teu pai se recuperava de um cateterismo efetivado ap&oacute;s sofrer o terceiro infarto. Pensou no pior ao perceber a m&atilde;e aos prantos.</p>

<p>Ela demorou a recuperar-se pra explicar o porqu&ecirc; da amargura: a Pol&iacute;cia Civil havia invadido a resid&ecirc;ncia da fam&iacute;lia em Pilares pro efetiva&ccedil;&atilde;o de um mandado de pesquisa e apreens&atilde;o. Estavam prestes a arrombar a porta da casa quando ela voltava do hospital, ainda sem o marido, que fora mantido internado. Quando Arouxa conseguiu comparecer em moradia, a pol&iacute;cia prontamente havia recolhido seus pcs, smartphones e discos severos — at&eacute; hoje n&atilde;o devolvidos. A explica&ccedil;&atilde;o da opera&ccedil;&atilde;o policial seria uma amea&ccedil;a de bomba, possivelmente feita por Arouxa.</p>

<p>Os alvos seriam a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro e o advogado Rodrigo Mondengo. Ambos haviam processado Arouxa. De an&ocirc;nimo, Arouxa quase se tornou r&eacute;u da acusa&ccedil;&atilde;o de terrorismo. Na verdade, ele sofria por ter se tornado um dos alvos da maior quadrilha de crimes de &oacute;dio da web brasileira, que hoje se articula a come&ccedil;ar por f&oacute;rum de discuss&atilde;o que tenta se conservar desconhecido.</p>

<p>Chamado Dogolachan, o f&oacute;rum foi desenvolvido por Marcelo Valle Silveira Mello — a primeira pessoa condenada por racismo na internet no Brasil — e Emerson Eduardo Rodrigues. A Pol&iacute;cia Federal considera Mello e Rodrigues os grandes articuladores da maior rede de &oacute;dio que atua h&aacute; no m&iacute;nimo uma d&eacute;cada no Brasil, usando ferramentas digitais. Eles chegaram a ser presos pela Opera&ccedil;&atilde;o Intoler&acirc;ncia, em 2012, contudo se livraram visto que havia, naquela altura, v&aacute;cuo na legisla&ccedil;&atilde;o brasileira pra crimes cometidos na web. Antes do Marco Civil da Internet (2014) e da Lei Antiterrorismo (2016), os ataques reiterados articulados pelo grupo s&oacute; podiam ser enquadrados em crimes contra a honra ou inj&uacute;ria racial, por exemplo. Integrantes do Dogolachan registraram o portal Rio de Nojeira, que publicava textos de cunho racista, machista e homof&oacute;bico, no nome de Ricardo Wagner Arouxa, utilizando seus detalhes pessoais. Quem chegava ao registro da p&aacute;gina, feito propositalmente de forma p&uacute;blica, tinha acesso a informa&ccedil;&otilde;es privadas do carioca, como teu telefone e endere&ccedil;o.</p>

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